UM BANQUETE PARA O IMPERADOR
1º ato Era um dia de clara manhã, um sábado, 30 de abril de 1881. Um clima de um agradável frescor exalava pelo ar, uma brisa ligeira passava com leveza esvoaçando os cabelos das senhorinhas. Pássaros trilavam nos arvoredos, era um dia especial, um incomum dia festivo na pequena e monótona “Feijão Cru”, alcunha da pacata cidade de Leopoldina Bandeirolas coloridas eram açoitadas pela brisa e se estendiam por todos os lados. Faixas de saudações afixadas nos telhados e arredores da estação continham mensagens de boas-vindas. A movimentação era intensa e quebrava a rotina do lugar. Autoridades em trajes de gala e gente de toda classe social se reuniam na praça da estação, todos trajados com suas melhores vestes. Crianças corriam enquanto cães latiam e também brincavam. Bandas musicais emitiam sons de diversos timbres, ajustando a afinação dos instrumentos, o que causava uma algazarra ainda maior. Carroças puxadas por mulas...

